José Leon Crochick

Autoritarismo e violência: da sociedade à escola

Este curso investiga as raízes sociais, psíquicas e culturais da violência, articulando teoria crítica, psicologia social e pesquisa empírica. A partir de Adorno, Horkheimer e Hannah Arendt, o professor mostra como preconceito, autoritarismo e dominação se formam historicamente e moldam nossa maneira de perceber e tratar o outro. O percurso discute estruturas de personalidade autoritária, mecanismos de projeção, naturalização das diferenças, violência simbólica e a relação entre ideologia e formação subjetiva.

A análise se aprofunda nas distinções entre regimes fascistas e totalitários e na maneira como eles produzem subjetividades marcadas por obediência, agressividade e perseguição. O curso também examina a lógica do preconceito e sua transformação em discriminação, incluindo pesquisas sobre bullying, hierarquias sociais entre pares e os efeitos do cyberbullying no mundo contemporâneo.

Mais do que descrever comportamentos violentos, o curso oferece instrumentos para compreender por que a violência se torna possível, como ela se articula com estruturas de poder e como pode ser enfrentada por meio da educação, da consciência crítica e da construção de vínculos sociais mais democráticos.

É um curso essencial para quem busca compreender a complexidade da violência — tanto em suas dimensões sociais quanto em seus processos individuais e psicológicos — e deseja refletir sobre caminhos concretos para transformá-la.

Apresentação do curso pelo professor

Estrutura das aulas

Aula 1

Personalidade autoritária e formação do sujeito

  • Origem e estrutura do estudo A Personalidade Autoritária
  • Escalas de antissemitismo, etnocentrismo e conservadorismo político-econômico
  • Dimensões da escala F e seus fundamentos teóricos
  • Sadomasoquismo, submissão e agressão à autoridade
  • Perfis psicológicos identificados: ressentido, convencional, autoritário, delinquente, manipulador e psicopata
  • Ambivalência frente à autoridade e mecanismos de projeção

Aula 2

Preconceito e a lógica da dominação

  • Preconceito como atitude: dimensões cognitivas, afetivas e comportamentais
  • Ideologia e naturalização das diferenças sociais
  • Relação entre projeção, hostilidade e formação de estereótipos
  • Violência simbólica e construção social do ódio
  • Mímesis, introjeção, paranoia e positivismo
  • Como estruturas de dominação moldam percepções e justificam desigualdades

Aula 3

Fascismo, totalitarismo e violência política

  • Diferenças conceituais entre fascismo e totalitarismo
  • Lógica do movimento contínuo nos regimes totalitários
  • Formação de subjetividades autoritárias e processos de massificação
  • Criação de inimigos internos e perseguição política
  • Ataques à divisão de poderes e fragilidade democrática
  • Relação entre ideologia, poder e destruição social

Aula 4

Preconceito, bullying e violência entre pares

  • Diferença entre preconceito, discriminação e bullying
  • Critérios do bullying: repetição, intencionalidade e desequilíbrio de poder
  • Pesquisa empírica com estudantes: hierarquia escolar oficial e não oficial
  • Perfis de autores e vítimas a partir do reconhecimento social
  • Educação inclusiva e seus limites diante do preconceito
  • Cyberbullying e ampliação tecnológica da violência
  • Funções e desafios da escola frente à violência social

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Quem é José Leon Crochick?

José Leon Crochick é psicólogo, mestre em Psicologia Social e doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo. Na USP, construiu uma trajetória acadêmica sólida e consistente, tornando-se livre-docente e, posteriormente, professor titular do Instituto de Psicologia, onde também atuou em funções de gestão acadêmica e extensão universitária.

Pesquisador do CNPq, Crochick tem atuação reconhecida nas áreas de preconceito, educação inclusiva, exclusão social, psicologia escolar, violência entre pares e teoria crítica da sociedade. Seu trabalho articula fundamentos da Psicologia com a tradição crítica, examinando como as formas sociais, culturais e educacionais produzem e reproduzem práticas de discriminação, autoritarismo e violência no cotidiano.

Coordena e integra projetos de pesquisa financiados por agências nacionais, mantendo produção intelectual contínua e qualificada, com artigos em periódicos científicos, capítulos e livros que se tornaram referência no campo. Entre suas principais obras estão Preconceito, Indivíduo e Cultura, Bullying, preconceito e desempenho escolar: uma nova perspectiva e Teoria Crítica da Sociedade e Psicologia: alguns ensaios, além de estudos recentes sobre personalidade autoritária, pseudocultura e desenvolvimento da violência.

Seu percurso intelectual se caracteriza pelo rigor teórico, pela densidade conceitual e pelo compromisso com a compreensão crítica da realidade social, especialmente no que diz respeito às relações entre indivíduo, cultura, educação e democracia.

Autoritarismo e violência: da sociedade à escola

O curso resume 60 anos de MPB, começando em 1919 com o primeiro Samba, e explorando suas transformações através da música, cinema e teatro. Destaca a Bossa Nova e a MPB como resistência ao golpe de 64 e seu significado como música popular brasileira.

bell hooks: Libertação e Cura

Conservadorismo em pauta: Nietzsche e o Brasil

Explore o pensamento de Nietzsche e sua influência no conservadorismo brasileiro no curso “Conservadorismo em Pauta: Nietzsche e o Brasil,” com Ivo da Silva Júnior. Em duas aulas, analise a recepção, interpretações políticas e reabilitação da filosofia nietzschiana no Brasil.

Perguntas frequentes

Você define seu ritmo. Cada curso, em média, têm de 02 a 04 horas, divididos em aulas de 20 a 30 minutos.

Muitos assinantes assistem uma aula por semana e fazem anotações. Outros preferem maratonar um curso inteiro no fim de semana. O importante é que o acesso é ilimitado durante a sua assinatura, você assiste quando e quantas vezes quiser.

Não. Os cursos foram pensados para quem está fora do ambiente acadêmico formal. A linguagem é acessível, mas sem perder densidade. Se você tem interesse genuíno pelos temas e disposição para pensar com cuidado, os cursos são para você.

O Conepen não substitui a formação acadêmica formal. Não é uma pós-graduação, não tem orientação de trabalhos e não emite diplomas reconhecidos pelo MEC. O que oferecemos é formação contínua, crítica e aprofundada para quem busca autonomia intelectual, sem as amarras burocráticas e os custos de uma pós-graduação.

Não. A assinatura é anual, com renovação automática. Enquanto sua assinatura estiver ativa, você tem acesso ilimitado a todo o catálogo. Se cancelar, perde o acesso ao conteúdo.

Sim. Você pode optar por pagar sua assinatura à vista ou parcelar em até 12x sem juros. Os juros do parcelamento são absorvidos pelo Conepen.

Você pode cancelar quando quiser, sem taxa e sem burocracia. Basta acessar sua conta na Hotmart e solicitar o cancelamento. Você mantém acesso até o fim do período já pago.

Sim. Todos os cursos emitem certificado de conclusão, desde que você finalize todas as aulas.

O Instituto Paul Singer é uma entidade sem fins lucrativos dedicada a preservar, atualizar e difundir o legado intelectual, político e ético de Paul Singer, com foco na democracia, na solidariedade e na justiça social. Inspirado por sua obra e trajetória, o Instituto atua como espaço de reflexão crítica, memória e formação sobre economia solidária, participação democrática e transformação social.

Voltado a pesquisadores, estudantes, educadores, movimentos sociais e a todas as pessoas interessadas em enfrentar as desigualdades estruturais, o Instituto promove debates, cursos, seminários e publicações, além de articular redes entre academia e sociedade civil. Sua missão é fortalecer o pensamento crítico e as práticas coletivas voltadas à construção de uma sociedade mais justa, democrática e solidária, orientada por valores de diálogo, compromisso social e transformação concreta da realidade.

As bolsas serão doadas de forma automática no ato da sua compra para o Instituto Paul Singer, que repassará a bolsa para pessoas de baixa renda que façam parte da instituição.

Os bolsistas deverão completar ao menos 25% dos cursos por mês, podendo ser atingido pela soma de 2 cursos diferentes, como 10% de um curso + 15% de outro curso. Caso não consiga, a bolsa será repassada para outra pessoa.

Você poderá ver o curso em seu computador, celular ou tablet.

Não! Os docentes têm como orientação fazer cursos didáticos para que todos possam entender o conteúdo. Contudo, palavras específicas do jargão acadêmico podem ser utilizadas pelos docentes, mas sem prejuízo do entendimento do tópico.