Tessa Moura Lacerda

O Feminismo Afro-Latino-Americano de Lélia Gonzalez

Lélia Gonzalez é uma das grandes pensadoras sobre raça e gênero no Brasil, reconhecida por autoras como Angela Davis. Nesta aula, dois aspectos centrais de seu pensamento ganham destaque. O primeiro é a afirmação da voz negra como sujeito histórico: aqueles colocados na “lata de lixo” podem assumir a palavra e romper a posição de objeto ou infans. É desse gesto que surge sua frase marcante: “o lixo vai falar e numa boa”.

O segundo ponto é a noção de amefricanidade, articulada ao conceito de pretuguês, que revela como a língua e a cultura brasileiras são profundamente enegrecidas pela herança africana. Para Lélia, esse traço cultural mostra uma forma própria de resistência, que pode ocorrer tanto pela luta direta quanto pela produção simbólica e pela criação cotidiana.

Apresentação do curso pela professora

Estrutura das aulas

Aula 1

Lélia Gonzalez: Sujeito Negro, Infans e a Virada do “Lixo que Fala”

  • A infância de Lélia Gonzalez, a experiência de trabalho doméstico e o impacto da ascensão educacional.
  • O conceito de infans e a passagem das populações negras de objeto a sujeito político.
  • A crítica à posição das pessoas negras como “lixo da história”.
  • O sentido político da frase “o lixo vai falar e numa boa”.
  • A denúncia da exclusão discursiva que marca o racismo brasileiro.
  • A experiência intelectual de Lélia, sua formação filosófica e seus primeiros movimentos de análise crítica da cultura nacional.

Aula 2

Amefricanidade e Pretuguês: Cultura, Resistência e Identidade Negra nas Américas

  • O desenvolvimento do conceito de amefricanidade como chave para compreender as culturas negras nas Américas.
  • A noção de pretuguês como língua enegrecida e expressão da vitória cultural negra no Brasil.
  • Como elementos africanos moldam práticas linguísticas e culturais brasileiras.
  • A resistência negra como processo ativo (quilombos, revoltas) e também simbólico-cultural.
  • O papel da cultura como espaço de enfrentamento ao racismo e reconstrução identitária.
  • O entendimento da América Latina como espaço de criação cultural híbrida ligada à África.

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Tessa Moura Lacerda, professora de Filosofia na USP, especialista em Filosofia Moderna e estudos sobre feminismo.

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Quem é Tessa Moura Lacerda?

Tessa Moura Lacerda é professora de Filosofia na Universidade de São Paulo (USP), com especialização em Filosofia Moderna. Sua pesquisa também abrange temas como história, memória e testemunho, especialmente relacionados à ditadura civil-militar brasileira de 1964-85, além de questões de gênero, como feminismos, Transfeminismo e teoria queer. Tessa é autora de livros importantes, incluindo “A política da metafísica. Teoria e prática em Leibniz” e “As paixões,” além de inúmeros artigos focados em Filosofia Moderna e feminismos. Ela é editora da revista “Cadernos espinosanos” e coordenadora do grupo NÓS – Grupo de estudos sobre feminismos da USP.

Além de sua atuação como docente, Tessa é membro da Comissão de Defesa de Direitos Humanos da FFLCH-USP, que atualmente preside, e do Conselho de Inclusão e Pertencimento da USP. Seu trabalho inclui uma análise detalhada do feminismo afro-latino-americano de Lélia Gonzalez, destacando a resistência cultural ao racismo e a enraização da língua africana no português falado no Brasil. A visão aprofundada de Tessa oferece aos alunos uma compreensão única da importância de Lélia Gonzalez no contexto brasileiro e internacional.

Perguntas frequentes

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Voltado a pesquisadores, estudantes, educadores, movimentos sociais e a todas as pessoas interessadas em enfrentar as desigualdades estruturais, o Instituto promove debates, cursos, seminários e publicações, além de articular redes entre academia e sociedade civil. Sua missão é fortalecer o pensamento crítico e as práticas coletivas voltadas à construção de uma sociedade mais justa, democrática e solidária, orientada por valores de diálogo, compromisso social e transformação concreta da realidade.

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